domingo, junho 13, 2010

No quarto

A parede se emudeceria
Ouvindo apenas a respiração acelerada, ofegante.

Ficando cada vez mais intensa.

O braço esquerdo passa pela cintura,
o direito segura a base do cabelo firme.

Sentindo olhar no olhar.

Olhares profundos, 
desvendando cada segredo,
cada desejo escondido até então.

O ar quente da respiração, agora, 
pousa sobre o pescoço.

Mãos começam a tatear por uma jornada sem fim.

Jogam-se na cama, 
prazer emanado e arrancado a todo custo.

Gritos, gemidos e líquidos misturam entre si.

Sucumbem ao prazer um do outro.

Enrolados numa teia fina e transparente de ânsia.

O veneno corre por cada veia do corpo,
matando cada tipo de privação.

Matando de prazer, morrendo de ebulição. 

O fósforo escapa pelo dedos, dentro de um arsenal de pólvora.

Explodem uníssonos.

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